Wednesday, 15 February 2017

Isso de ser chefe

O meu último post sobre diferentes tipos de chefe trouxe-me uma crítica bastante pertinente. É me apontado que o meu post é escrito numa óptica de "só faço o que o chefe disser". Provavelmente, essa óptica lê-se porque, desde que saí da faculdade, nunca tive um trabalho desses em que só fazia se me dissessem. Estava bem tramada se assim se fosse. Em quase todos os meus trabalhos, vivi muito em auto-gestão e, talvez por isso, tenha sido um choque para mim quando, neste meu último trabalho, me vi no meio de uma hierarquia bastante vertical, em que eu era senior de dois analistas e ainda respondia a uma supervisora, uma manager e uma directora. Eram quase mais que as mães. 
Já escrevi aqui algures, também, o lado da chegia, que também se vê grega a gerir personalidades, leva com amuos, incompetencias e, muitas vezes, nunca teve preparação para tal.  

De qualquer forma, o que pretendo escrever neste post é que sendo uma hierarquia mais horizontal ou mais vertical, nas organizações actuais, não deixa de haver líderes. Há sempre alguém a quem tem que se responder. E muitos desses líderes não fazem puto de ideia o que é liderar. 
Em primeiro lugar, e parece-me óbvio, mas infelizmente não é, há que se respeitar o colaborador. Gritos, insultos, manipulação e outros quejandos não funcionam com ninguém. Empregados, filhos ou cães. 
Há situações em que, tal como me foi referido no comentário, determinados elementos da equipa têm um conhecimento maior na sua área de especialização, que o líder em si. Ainda assim, há que ter em conta que se o empregado não souber o mais básico e não tiver claro quais são as suas tarefas, não conseguirá nunca irem mais além com todos os recursos que tem. E isto acontece, ninguém nasce ensinado e duma empresa para outra, às vezes até, de uma equipa para a outra, tarefas básicas são efectuadas de forma totalmente diferente. Tempo que se perde com o que parece ninharia é tempo valioso para se conseguir ir mais além.
Um bom lider tem que procurar feed-back. E estar preparado para o receber. O que funcionou há 2 anos ou com o colaborador anterior, não tem que funcionar sempre. A relação tem que ser dinâmica. 
Um bom líder tem que dar, também, feedback construtivo. Não pode só dizer que está mal, sem explicar o que pretende. 
Um bom lider tem que ser um bom gestor dos seus talentos. Se eu fui contratada pela qualidade das minhas comunicações e a colega do lado faz relatórios como ninguém, as tarefas estarão, à partida, distribuidas. 

Talvez seja pertinente explicar que o meu trabalho se prendia com certificar-me que os nossos contratos e modelo de negócio cumpriam com as regras impostas pela bolsa de Nova York, para podermos apresentá-los nos resultados que impactam shareholders e quotização na bolsa. Trabalhei com clientes em Portugal, Espanha, França, Dubai, Africa, Italia. Para negócios até 3 milhões de dólares, eu tinha liberdade de aprovar, a partir daí tinha que ser aprovado por alguém acima, dependendo também do montante, mesmo que fosse eu a negociar e a rever. Não digo isto por que me faça sentir superior. Pelo contrário. Eu até gostava deste trabalho, mas as horas estavam a dar cabo de mim. Finalmente, escolhi sair precisamente por causa da chefia. Chefia essa que me dava liberdade para gerir negócios de 3 milhões com o Dubai, mas não me deixava gerir o meu próprio tempo. Uma chegia que sabia que numa semana eu tinha feito 70 horas, mas na semana seguinte já me controlava os minutos. Uma chefia que só via a isenção de horário para um lado e não me dava uma tarde para monitorizar a cadela que teve um avc. Uma chefia que não me permitia uma pausa para um cigarro, não porque essa pausa impactasse o meu trabalho, mas porque tinha receio que as outras equipas soubessem que o permitia. Uma chefia que quis obrigar um colaborador a fazer 3 noites, quando este tinha um bebé prematuro num hospital. Mesmo depois de outros de nós nos termos oferecido para o substituir. Uma chefia que elogiava a minha comunicação, mas me punha a fazer relatório, que a tal colega do lado tanto queria e tão bem fazia. Em 8 meses, fomos 3, numa equipa de 5 a sair. Cada um com os seus motivos, mas todos, invariavelmente, por causa duma chefia. 

Friday, 10 February 2017

Os chefes

 

Eu podia escrever o meu currículo por tipos de chefe que já tive. Na minha carreira, tive dois chefes muito bons. Que paravam para explicar, treinar, motivar. Que estavam tão confiantes nas suas próprias capacidades de gerir que confiavam no resultado e, logo, nos empregados. Não olhavam a horas ou pausas de trabalho desde que vissem o trabalho feito, reconheciam o bom trabalho e a quem nem eu, nem ninguém queria desiludir, dado o respeito que lhe tínhamos. Infelizmente foram só dois. O resto não foi tão cor-de-rosa. Senão, vejamos, os diferentes chefes pelos quais passei. 

- o chefe com a mania das grandezas -  este era o chefe que nunca tirava férias. Arranjava sempre desculpas, que este ano tinhamos tido a auditoria, ou o projecto, ou que, pura e simplesmente, era imprescindível para empresa. Quando tirava férias, não largava o Blackberry e respondia a toda a merdinha que recebia, com ou sem importância. Na verdade, este chefe era inseguro. Tinha medo daquilo que se descobrisse na sua ausência e tinha esta necessidade de estar sempre presente para se sentir mais útil do que efectivamente era. Nunca lhe ocorreu que um chefe ou qualquer outro empregado eficiente, não só reconhece a necessidade de uma pausa, de um equilíbrio trabalho/tempos-livres, como deixa as coisas organizadas de modo a que a roda gire durante a sua ausência. Um chefe eficiente, tem a capacidade de delegar e treina suficientemente bem a sua equipa para saber que não o deixarão mal, em caso de emergência.

- o chefe que retira louros ou acusa empregados - tive um chefe que, sempre que algo corria mal, acusava-me. Esquecia-se de me pedir coisas ou quando as fazia ele e não estavam bem, tinha sido eu. Curiosamente, era também o chefe que não me deixava concorrer a outras posições fora do seu departamento, porque precisava mesmo de mim, a altura não era boa, etc, o que mostrava inconsistência nessa história do meu desempenho. Quando algo corria bem e eu fazia ou criava algum melhoramento, reclamava autoria e recolhia os louros. Acho que este é um dos problemas de muitos chefes. Esquecem-se que isto de ser manager acresce responsabilidades, tanto técnicas como de gestão de pessoal. Um bom chefe defende a sua equipa, assume a sua responsabilidade, mas também mostra orgulho na sua capacidade de desencolvimento dos seus empregados, que pode ser vista como fruto do seu trabalho enquanto chefe.

- o chefe micro-gestor - regra geral, este é o chefe que era um excelente analista e se viu promovido a gerir pessoas, de um momento para o outro, sem qualquer preparação para tal. Tem dificuldade em largar o trabalho técnico, porque é tudo o que sabe fazer, logo tem dificuldade em delegar. Precisa de ver cada pormenor e saber tudo o que o empregado faz. A que horas foi à casa de banho, porque esteve tanto tempo ao telefone com a tesouraria, tudo o que dizem os seus e-mails. Pede para ser copiado em tudo, mesmo que isso signifique receber em média 500 e-mails por dia, que lhe retiram tempo de outras responsabilidades que lhe são atribuídas enquanto manager.

- o chefe elitista - este é o chefe que gosta de demarcar a diferença hierárquica. Que prefere almoçar sozinho, na mesa ao lado ou na secretária , a juntar-se à sua equipa. As conversas cingem-se ao mínimo profissional. Para assegurar o seu poder, tem tendência para também olhar para as pausas e horas trabalhadas. Faz-se difícil para aprovar umas férias e gosta de fazer com que o empregado se sinta culpado por ter esse direito.

- o chefe trapalhão - que acha que a única forma de motivar é com dinheiro ou promoção e, por isso, individualmente, faz a mesma promessa a cada empregado. A próxima promoção calha àquele com está a falar na altura, esquecendo-se que nós falamos entre nós. Este chefe, ne sequer quer fazer intriga. Pura e simplesmente não faz puto de ideia do que está a fazer e quando vê o barco a afundar promete agarrar a mão de cada um. Sendo que só tem duas mãos e, se calhar, até queria ter mais. Mesmo que de nada lhe sirvam quando já ninguém acredita nele.

- o chefe psicopata - felizmente, acho que ainda há poucos como este. Este meu chefe só recrutava mulheres, ainda que isso seja ilegal em qualquer país da Europa. Fazia intrigas entre nós. Punha uma a escrever o relatório sobre outra para enviar aos recursos humanos, para a despedir. Marcava reuniões, não aparecia com alguma desculpa esfarrapada, para se fechar na sala ao lado a ouvir-nos. Obrigava-nos a trabalhar na sua casa quando, por algum motivo, não conseguia ir para o escritório, mesmo sabendo que duas de nós, morávamos a 5min a pé do escritório. Num dia, dizia a uma de nós que éramos a maior, que sempre soube o nosso potencial, que estávamos  de parabéns e pardais ao ninho. No dia seguinte, diante de toda a equipa ou de membros de outras equipas, perguntava onde tinha deixado o cérebro, acusava de procrastinação ou dizia que nos pagava demasiado. Uma à vez. Cada semana tinha um target diferente e isto fazia com que a mulherada andasse sempre à batatada com medo que lhe calhasse a ela, naquela semana. Isto divertia-o nas tais reuniões onde se escondia na sala ao lado. 

Infelizmente, um mau chefe consegue destruir todo um ambiente de trabalho e consegue tirar de prazer quando  até se fazia algo que se gosta. Dizem que 80% das pessoas que se despedem e/ou procuram outras oportunidades, fazem-no devido a uma má chefia. Não é dinheiro, não é o tipo de trabalho, não é mais nada, que um mau chefe, o que leva as pessoas a mudar. Cada vez mais as pessoas procuram-me porque querem mudar de trabalho, de carreira ou até criar negócio próprio, simplesmente porque já não aguentam passar o seu dia-a-dia em circunstâncias criadas pela chefia. E isto é muito triste. Perdem-se talentos, ganha-se má fama, perde-se produtividade e, consequentemente, perde-se dinheiro. 

Saturday, 4 February 2017

O mundo começa aqui

 

Todos querem que a vida comece já, que dê uma volta. Que seja tudo o que sonhámos quando na verdade, nunca nos permitimos sonhar. Vivemos o mundo dos outros, o que os outros vêem, o que os outros dizem que é certo, o que os outros querem para nós.
Não é errado quererem que gostem de nós, somos animais sociais. Queremos ser tudo aquilo que chamam de gostar. 
Tiramos aquele curso porque é aprovado pelo nosso núcleo. Vestimo a roupa que a moda dita. Tentamos a todo o custo ter o peso que a revista diz. 
Mas a vida começa aqui. Aqui mesmo. Dentro de ti. Quando começas a fazer por ti e não pelos outros, quando esqueces o julgamento alheio e cuidas do próprio. Quando te descobres a ti e aos teus sonhos.
E sabes que mais? Ainda vão gostar mais de ti. 

Thursday, 2 February 2017

Ser-se rico

 

Acordar às 6h da manhã, sem ter que ir picar o ponto. Passar duas horas com um potencial cliente, em vez da suposta hora, porque nem se dá pelo tempo passar. 
Passear a Balti Maria, a cadela mais linda do mundo.
Fazer hula hoop. Escrever. Ler sobre desenvolvimento pessoal, suposto trabalho, como quem lê um romance.
Ontem li que o novo rico já não é o que paga empréstimo ao banco para uma casa cara ou que gere fundos de investimento. Vivemos uma era em que rico é aquele que larga tudo para viajar mundo ou fazer o que gosta. E eu hoje senti-me rica. 

Wednesday, 1 February 2017

O primeiro dia do resto da minha vida

 

Fevereiro é-me um bocadinho especial este ano. Uma espécie de ano novo adiado. Sabe sem dúvida a recomeço, a novos planos e a novas oportunidades.
Ontem, 31 de Janeiro, foi o meu último dia num trabalho que me estava a fazer miserável. Horas a mais, ambiente pesado, relações doentias.
Hoje, primeiro dia "desempregada", trabalhei, sim, mas para mim. Acordei às 6h da manhã. Feliz. Tratei de coisas para a mudança de regresso a Portugal, desenhei planos futuros, li parte de mais um livro de desenvolvimento pessoal e descansei. Agora, vim escrever mais um post neste blog que faz parte dos tais planos "futuros". 
Estou feliz, positiva e tão, mas tão aliviada. I love my new life!
Bem vindo Fevereiro. Bem vindo 2017. 

Monday, 30 January 2017

A Padaria Portuguesa

Tinha pensado nao me pronunciar relativamente à mais recente polémica que gira em torno dos comentários rios feitos por um dos sócios-fundadores da cadeia “A Padaria Portuguesa”. Tenho lido muitas opinioes opostas.

Um dos textos que li sobre o assunto, critica a “mentalidade de empregado” que os portugueses parecem ter, estando disposto a fazer apenas o mínimo e que o ordenado mínimo para um empregado de loja era absolutamente razoavel.

Em primeiro lugar, acho que não é com o facto de terempregados  com o ordenado minimo que se prende esta polémica. É o facto de querer flexibilizar as horas trabalhadas sem uma remuneracao que acompanhe essa flexibilidade e querer flexibilizar os despedimentos. 

Eu percebo a visão deste senhor. E num sistema perfeito, aquilo de que ele fala, poderia ser bastantebenéfico  para ambas as partes, permitindo o tal “entendimento” entre empregado e empregador, de que o senhor fala.

O problema é que, em Portugal, temos um sistema quenão  permite esse entendimento, a partir do momento em que vivemos num sistema em que, até certo ponto, o poder está só do lado do empregador. A partir do momento em que uma entidade tem uma vaga de trabalho, num país em que tal é escasso, em terra de cegos, quem tem um olho é rei.

Num dos meus trabalhos, onde éramos bastante bem remunerados, constava no contrato de trabalho que as horas de trabalho eram as necessárias à “boa performance”. Este trabalho não era em Portugal, onde, felizmente, a lei nao permite que tal seja vinculado contractualmente, mas para este efeito,não  deixa de ser um bom exemplo, duma mentalidade que é semelhante em Portugal. Depois de um mês de trabalho, uma das minhas colegas percebeu que o tal horário  necessário para “boa perfomance” não lhe era possível. Tinha hora para ir buscar o filho á creche, um marido com horários também extensos e não tinha família para dar algum suporte. Tentou um acordo, no qual, continuaria a utilizar todo o seu potencial, que em muito beneficiava a companhia, continuaria a fazer horas, mas teria que entrar mais cedo, para sair a horaa de ir buscar o puto. Não só isso não foi aceite pela entidade empregadora, como foi pressionada a desperdir-se por se mostrar inapta para aquele trabalho. Deram-lhe um “ou pega ou leva”. Neste caso, a empregada em questão tinha  capacidade económica para decidir que não pegava nada. E, vos garanto, perdeu-se alguém muito bom para aquele trabalho, do ponto de vista técnico. Outros havia, na mesma situação, que não tinham a mesma opção de escolha.

Relativamente à flexibilidade dos despedimentos, eu até percebo. Despedir alguém cuja performance não seja satisfatória é uma grandecissima carga de trabalhos. O problema é que mais que problemas de performance, aquilo que eu vejo, são choques de personalidade. E vejo chefes, também empregados, a fazerem vidas miseráveis, porque também eles são, enquanto gestores de pessoal, incompetentes. E é isso que é perigoso. Além disso, nos países onde os despedimentos são flexíveis, não se verifica a taxa de desemprego portuguesa. O trabalho ou encontra-lo é flexível na mesma proporção. 

Eu acho que o senhor até tinha boas intenções. Não acredito que fosse arriscar o seu negócio em prol da defesa de uma nova esclavatura, no entanto, estava, sem dúvida, a pensar apenas e só no próprio umbiguinho, ignorando um sistema que pode não ser o dele, mas é o português.

Finalmente, tenho que acrescentar que, depois de 6 anos a trabalhar fora de Portugal, em entidades com 26 nacionalidades diferentes, essa história que os portugueses não são produtivos, é puro mito. 

 

Wednesday, 25 January 2017

Procurar trabalho

 

Um dos erros mais comuns que se fazem quando se procura trabalho é pôr os ovos todos no mesmo cesto. Porque não se quer ter trabalho, porque aquele trabalho é que era, porque para aquele temos o amigo que passa referências. 
Procurar trabalho é um processo difícil. Há 10 cães a um osso e os motivos pelos quais se escolhe uma pessoa em preterimento de outra podem ser bastante aleatórios. Em termos de auto-estima é uma merda, porque é difícil não ver a coisa de forma pessoal.
Um dos meus conselhos para quem procura trabalho é partir do princípio que se vão encontrar, pelo menos, 20 rejeições. Porque cada não que se recebe, está-se mais perto do sim. 
Isto ajuda, não só a manter forças nessa demanda, como a sentir menos pressão a cada entrevista. Além disso, fazer entrevistas, é como tudo o resto na vida. Praticar praticar praticar é essencial. Por isso, cada entrevista que corre mal é uma certeza de que se vai fazer melhor na próxima.
Para mim, isto sim é optimismo. Optimismo não é achar-se tão bom que se consegue tudo à primeira. É saber que se chega lá mesmo contra todos os dissabores, obstáculos e insucessos. 

Sunday, 22 January 2017

O que é Life Coaching

 

Coach significa treinador em Inglês. Traduzindo à letra, Life Coaching é treino da vida. 
A função de um treinador de desporto é ajudar o atleto a desenhar estratégias e exercícios para maximizar o seu potencial. Em paralelo, trabalha também a sua motivação, dedicação, esforço e disciplina. 
Um Life Coaching faz exactamente o mesmo. Ajuda um cliente a descobrir esse potencial, os seus pontos fortes e a desenhar a melhor estratégia para alcançar o máximo potencial. Isto pode refletir-se no trabalho, nas relações, na auto-estima, etc. 

Os principais motivos pelos quais as pessoas procuram um Life Coach são:
- necessidade de melhorar produtividade e motivação;
- indefiniçao de objectivos e necessidade de clarificar e organizar o futuro;
- necessidade de sentimento de realização;
- necessidade de melhorar criatividade;
- falta de auto-estima;
- necessidade de melhorar relações inter-pessoais;
- adquirir novos recursos, capacidades e/ou ferramentas.

Como funciona?
Há várias metodologias para o Coaching. No meu caso, acredito que 4 a 6 sessões são suficientes para cada objectivo. Acontece, por vezes, o cliente sentir necessidade de voltar a recorrer a um Coach, devido a novas circunstâncias ou por se sentir preparado para temas que não foram abordados inicialmente, masregra  geral, não são necessárias mais que 6 sessões para fazer a diferença.
Estas sessões são constituídas maioritariamente por perguntas. Quando bem feitas, estas perguntas, servem para estimular o cliente a ver diferentes perspectivas, a provocar ideias pre-concebidas, relativizar certas assumpções, descobrir respostas. 
No meu caso, também utilizo exercícios desenhados espeficicamente para determinadas problemáticas e que permitem esquematizar e visualizar panoramas.
Um Coach nunca dirá a um cliente o que deve fazer. No final de contas, cada cliente conhece a sua própria realidade como ninguém e, por isso, é dono da sua verdade. A função do Coach é permitir uma visão de 360 graus para que o Cliente possa tomar decisões informadas e com confiança. 

Saturday, 21 January 2017

A força do hábito de Charles Duhigg

 

Adorei este livro logo na introdução. Isto porque começa por explicar algo que advoco há muito, mas com os dados científicos que me faltavam. Eu, o que tenho, é a minha experiência de que pequenos detalhes fazem uma grande diferença.

O livro começa por contar a história de uma senhora que estava atolada em dívida, fumava que nem um cavalo e sofria de obesidade. Esta senhora descobriu que o marido a traída e resolveu endividar-se ainda mais para viajar até ao Cairo. No final das suas férias, em depressao com o regresso à realidade, decide deixar de fumar. Não que deixar de fuma seja uma pequena diferença, mas isso deixamos para outros posts. O que é importante aqui é que esta senhora tinha muitas pontas por onde pegar. Escolheu esta. Talvez no seu quadro de miséria, este fosse o mais fácil. A partir daqui, começou a correr para se distrair e, actualmente, tem um novo trabalho, zero dívidas, corpo de atleta e corre maratonas. E o que o livro nos diz é que uma mudança originou um efeito dominó que acabou por levar a uma volta de 180 graus.

Segundo o livro, exames cerebrais, permitiram verificar que a cada vez que era analisada, a região do cérebro associada à disciplina e capacidade de cumprir regras,  aparecia nais desenvolvida. Isto prova que disciplina, esse grande flagelo das nossas vidas, pode, tal músculo, ser exercicitada, pouco a pouco. Começando com pouco peso para se ir aumentando a sua capacidade.

Eu costumo contar que em momentos diferentes da minha vida, pequenos detalhes fizeram uma grande diferença, gerando o tal efeito domino que alterou todo um panorama.

Recentemente, decidi passar a acordar todos os dias às 6h da manhã. Sem outro propósito que esse mesmo, acordar cedo. Não decidi acordar para correr ou para chegar mais cedo ao trabalho. Impus-me apenas e só esse objetivo. Todas as manhãs aproveito para fazer várias coisas, conforme necessidades ou o que me apeteça. Seja limpar a casa, seja ler um livro, seja fazer hula hoop, o meu mais recente hobbie. Isto implica deitar-me mais cedo. As minhas insónias diminuíram consideravelmente. A forma como giro o tempo melhorou. A quantidade de livros lidos ou ouvidos também aumentou. A parte melhor, o meu humor, energia e motivação nunca foram melhores.

O que eu aconselho a alguém com vontade de mudar (e somos tantos) é tentar incluir ou excluir algo da sua vida. Conheço casos em que deixar de comer chocolate ou hidratos ou passar a caminhar 10 min, ou passar a ler 15, fizeram toda a diferença. O céu é o limite e podemos escolher algo pequeno que facilmente mostre um benefício. Nem que seja o da força de vontade. 



O que é Fill the Gap?

 

Fill the Gap é, na minha opinião, o principal trabalho de um Life Coach. 
Traduzindo para português, Fill the Gap significa preencher a lacuna e é isso que eu, enquanto Life Coach tento fazer.
Acho que, por vários motivos, temos dificuldade em ver os 360 graus daquilo que somos. Porque há pontos mortos, porque há emoções que nos toldam a vista, porque a tendência é para que não olhemos para nós próprios.
Um bom Coach ajuda a encontrar objectivos, competências, motivação e auto estima e a preencher essa grande lacuna que pode ser a visão que temos de próprios. 

De volta a casa



 

Dizem que nunca mais se volta a casa.
Depois de 6 anos a viver na Irlanda e de 11 anos a trabalhar em multinacionais americanas, deu-me uma espécie de grito do Ipiranga e mandei tudo à fava.

Despedi-me e decidi que era momento de regressar às origens, ao bom tempo e à beira mar.

Comigo levo algumas poupanças, muitas experiências, uma grande vontade de aventura e a minha parceira de todas as horas, a Balti Maria, a cadela mais linda do mundo.

Dizem que vou sentir-me uma turista em casa. E é para isso que servirá este blog. Contar as minhas aventuras, mostrar a minha visão e exibir a Balti Maria, a cadela mais linda do mundo.